quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

CIDADES INTELIGENTES


 

Cidades inteligentes: Gestão Pública e Sustentabilidade

16/02/16 às 00:00   Sebastião Rezende

Difícil não pensar em Gestão Pública em época de crise não é? Muitos agentes públicos envolvidos em escândalos de corrupção, desvios de recursos em áreas essenciais como saúde e educação, ineficiência na administração dos recursos humanos, carência de planejamento no setor elétrico, de projetos para mobilidade urbana e segurança pública.

O que é gestão afinal? Citando o escritor Paulo Daniel Barreto Lima, “gestão é a capacidade de fazer o que precisa ser feito”. Portanto a gestão pública é responsável em prover aos cidadãos, no mínimo, os direitos estabelecidos por lei e para tanto, precisa organizar, planejar e aplicar os recursos de forma eficiente e eficaz.
O planejamento de gestão de uma cidade ou estado deve conter recursos para investir em tecnologia que facilite e melhore a administração. Neste sentido, o conceito de cidades digitais apresenta soluções interessantes e em convergência com a sustentabilidade do sistema.
Interligar órgãos públicos através de uma rede de fibra óptica e esta à rede de energia elétrica através de dispositivos simples e de fácil localização no mercado possibilita uma melhor gestão da iluminação pública (localização e troca de lâmpadas queimadas, desligamento de lâmpadas que ficam acesas durante o dia), uma melhora significativa na sincronização de semáforos (monitoramento do trânsito e controle do fluxo reduzindo de forma representativa o tempo com deslocamentos), um aumento da sensação de segurança pública com instalação de câmaras em pontos estratégicos, disponibilidade visual das vagas para estacionar nas vias públicas (reduz tempo de procura, diminui o consumo de combustível e por consequência a poluição) e um cadastro unificado do cidadão válido em todos os órgãos públicos.
Para cada segmento da administração pública, o gestor teria acesso on-line aos indicadores, de forma que as decisões pudessem ser tomadas mais rápidas e com maior possibilidade de eficiência e eficácia.
Na área da educação, o gestor público teria indicadores do numero de vagas disponíveis nas escolas e creches, frequência e evasão escolar, possibilidade de disponibilizar a cada uma das escolas o acesso à internet (inclusão social), a quantidade de acessos à biblioteca e livros disponíveis por exemplo.
Quando o assunto é saúde, seria possível ter acesso ao número de leitos ociosos na rede pública, quantos atendimentos e quais procedimentos foram realizados, visualização mais rápida de casos como as infecções por Zika vírus causados pelo mosquito Aedes aegypti, a relação com a microcefalia e a região geográfica de maior incidência.
O cadastro unificado dos cidadãos junto aos órgãos públicos evitaria preenchimentos de formulários desnecessários (perda de tempo precioso), maior segurança nas informações e agilidade dos processos.
Enfim, a mobilidade, o meio ambiente, a fontes energéticas, saúde, segurança e educação, a tecnologia e a inovação são fatores estratégicos que precisam ser levados a sério pelos gestores públicos, pois faz parte de uma “engrenagem” chamada sustentabilidade. É necessário que as pessoas busquem novas formas de se relacionar (com o próximo e com o meio ambiente), desenvolva novas maneiras de trabalhar e experimente novas formas de viver.
Economia e Qualidade de vida são resultados práticos das ações desenvolvidas pelas cidades digitais e é neste cenário que a Fibracem, fabricante paranaense de cabos de fibra óptica e acessórios para redes, trabalha buscando soluções e desenvolvendo produtos que atendam a estas cidades inteligentes.

Sebastião Rezende é economista e gerente técnico da Fibracem

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